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Quem não é visto, não é lembrado...

Quem não é visto, Não é lembrado...
 
 
Ainda me recuperando das produções do Grito Rock, mas já envolvida em outros projetos com o intuito movimentar a cena independente carioca, continuo tentando fechar o calendário de shows e festivais promovidos pela Cinnamon Produções, ainda para 2008... Mas tô de volta ao Engenho!
 
Na correria de quem ainda não vive só do trabalho de produção (não me sustento como produtora – ainda não dá), fora o horário comercial, sobram as horas vagas, as madrugadas e os fins de semanas, para eu ir me desdobrando e me dedicando ao que antes era um hobby e agora vai tomando um rumo bastante profissional. E não é nada mal. É bom trabalhar no que se gosta de fazer, porque não dá para perceber que é trabalho.
 
A idéia aqui continua sendo a de falar do que acontece no circuito independente da Cidade Maravilhosa. Antes de passar umas dicas de shows e bandas, quero comentar sobre o que tenho visto, e acho que vale levantar um assunto importante.
 
Tenho circulado bastante nos shows aqui no RJ, trocado muitas idéias com as pessoas, e de quebra, participado de encontros no SEBRAE-RJ*, que tratam sobre assuntos da cadeia produtiva musical. E o que mais escuto é: “Não tem lugar para tocar no RJ”, “Eu não toco no RJ, o artista independente não tem valor aqui”, “... no RJ eu nunca ganhei para tocar, se bobear, tenho que pagar para isto...”.Como fazer para melhorar essa cena?
 
Durante algum tempo, quando comecei a trabalhar com artista independente e rock, sofria muito por sempre receber “não”, isso quando alguém respondia... Claro que tive alguns “sins”.  Mas o que é negativo marca muito.
 
Decidi desencanar. “Ninguém coloca a minha banda para tocar nos seus shows...”, pensava.  “Então tá bom. Eu vou criar os meus shows e festivais, daí coloco as minhas bandas e as bandas que eu curto para tocarem também. Vou criando o meu espaço, e é assim que as coisas funcionam”, decisão tomada!
 
Se todas as bandas que levam à sério os seus trabalhos, se empenharem e se unirem às outras bandas do seu bairro, do seu convívio, juntarem equipamentos e produzirem seus shows, as coisas vão tomar um outro rumo. Não é fácil. Eu sei. Produzir exige vocação. Mas evite complicar. Guie-se pela vontade de tocar, de mostrar a sua arte.  Os espaços para tocar vão aparecendo, os intercâmbios entre as bandas vão aumentando. E eu tenho certeza de que a nossa cena que anda tão pálida vai começar a ter cor.
 
Tenho feito alguns eventos, coloco as minhas bandas para tocar, tenho outras bandas da minha consideração que chamo para tocar junto, escuto todos os materiais que me mandam, e volta e meia tem alguém novo na cena tocando com a gente.
 
O que não dá, é ficar o dia inteiro no MSN pedindo para tocar, se você não sai de casa nem para ver outras bandas tocarem. Se não se permite conhecer outras bandas para se associar e planejar de tocar junto.
 
Eu sou uma simples produtora independente e não é porque sou do underground que vou fazer as coisas de qualquer jeito. Também vou atrás de conhecer pessoas novas, que partilham dos mesmos ideais para me associar e trabalhar junto. Nosso underground é muito rico e tem um caminho muito bacana a seguir. Tá faltando só gente para tomar o rumo da jangada...
 
Cheguei a pensar um tempo em desistir de produzir shows, porque a idéia que se tem por aqui é de que o Rio de Janeiro tem mais bandas de rock do que público em si. Mas tenho certeza de que se boa parte destas bandas começarem a entender o que é “associativismo” e acreditarem mais na sua arte, a nossa cena evolui. E daí, o público aparece nessa terra dos modismos: moda do pagode, moda do sambão, moda do funk, moda do axé... e quando menos se esperar, volta a moda do rock. Cabe a nós prepararmos o terreno para que a moda do rock se torne tão necessária quanto o jeans, que desde que surgiu, nunca mais saiu de cena... Mas isto é assunto para outros artigos.
 
Tem um monte de gente me perguntando como faz para tocar nos shows que produzo, e quando é que vão tocar. É claro que eu avalio, escuto o som. Tem uns que eu gosto e outros não. Mas eu não sou dona da verdade. E os shows não são produzidos para mim... É simples. Apareça nos shows. Demonstre vontade de tocar e trabalhar junto.
 
Quem não é visto, não é lembrado...
 
Sorte, Paz e RRRock!!!
 
* - Reuniões do SEBRAE-RJ - http://www.rederiomusica.blogspot.com/  
Você está convidado para as reuniões!
 
 
FESTIVAL CIRCUITO DO ROCK REESTRÉIA NO DOMINGO DE PÁSCOA NO CINE LAPA
 
 
 
                 TRILÖBIT DE LONDRINA PARA O RIO PELA 1ª VEZ – ROCK E MÚSICA ELETRÔNICA

O Festival Circuito do Rock que começou em 2004 e passou pela extinta casa de shows Ballroom (Humaitá), Convés (Niterói) e La Playa (Ilha do Governador), reestréia este ano no Cine Lapa (Lapa) no domingo de Páscoa, dia 23 de março e será mensal. Nesta edição, participarão as bandas: Projeto Drenna, Jason, Trilöbit (Londrina - PR), Toatoa e Djangos.

Segundo Jô Rocha, idealizadora e produtora do Festival, "a idéia é reunir bandas de diversos pontos do Rio de Janeiro, e ainda abrir espaço para alguma banda de fora que queira tocar na Cidade Maravilhosa". Como é o caso da Trilöbit que é de Londrina, que fará uma mini-turnê em Minas Gerais e resolveu encerrá-la com uma visita ao Rio de Janeiro. "Sabendo disso, os convidei para tocar no Festival", completa Jô.

O formato do festival é simples: 5 bandas numa tarde de domingo para um show de rock, com apresentações de 30 minutos e trocas de palco dinâmicas, acompanhadas pelo som dos melhores DJs de rock da cena carioca, sendo que 1 destas bandas deve ser de fora do RJ, a fim de que os intercâmbios se ampliem e no futuro o Festival Circuito do Rock se torne itinerante passando por diversas cidades do País.

Na produção desta edição juntam-se à Jô, Xande Aquino (Produtor e Ass. de Imprensa da Djangos) e Leonardo Panço (Guitarrista da Jason e responsável pelo selo Tamborete). Para Panço, que com a Jason já fez várias turnês pelo Brasil e Europa, "sempre é bom ter mais um lugar para tocar aqui no Rio, além de poder oferecer espaço para as bandas que vêm de fora". Outra idéia bacana dos produtores é facilitar ao máximo a vinda do público das mais diversas partes da cidade, valendo também para o público feminino que terá direito a ingresso a R$5,00. "Nossa idéia com o Circuito é promover show de rock com ingresso barato e horário acessível - 16 às 23h num domingo" diz Xande.

As bandas que estiverem interessadas em participar deste projeto deverão comparecer ao evento com o seu material: demo/cd e um release para entregar pessoalmente aos produtores do Festival e trocarem idéias. Outra ínformação importante é que um dos integrantes da Trilöbit, Marcelo Domingues, é o produtor de um dos maiores festivais independentes do Brasil que acontece anualmente em Londrina, o Demo Sul. Vale a pena aparecer lá, curtir os shows da bandas, e conhecê-lo pessoalmente.

Serviço:
Festival CIRCUITO DO ROCK
c/ as bandas:
Projeto Drenna, Jason, Trilöbit (Londrina - PR), Toatoa e Djangos
Cine Lapa - Av. Mem de Sá, 23 - Lapa
Ingresso: Lista amiga / Flyer - R$ 5,00
Na hora: Mulher - R$ 5,00 e Homem - R$ 10,00.
Capacidade de Público: 400 pessoas - Classificação Etária: 18 anos.

Realização:
Cinnamon Produções / Divulgue-se Ass. de Imprensa / Tamborete Entertainment

Apoio:
Bioleve - Água Mineral
Rock Press -
www.rockpress.com.br

Ipanema Beach House - www.ipanemahouse.com 
Revista Backstage - http://www.backstage.com.br  
Projeto Drenna 
Jason
Trilöbit
Toatoa
Djangos
 
 
FESTIVAL EVIDENTE
 
 
Caso você ainda não saiba, depois de 9 edições, o festival Algumas Pessoas do midsummer madness mudou de nome e de formato.
Agora se chama EVIDENTE.  E a programação da 1ª edição está confirmada.
Vai rolar uma noite de suingue gostoso (opa!) com João Brasil e Banda Leme (nova armação, agora no rock, do DeLeve e do Flu). Depois uma noite histórica com os norte-americanos do Shellac (banda do produtor Steve Albini, que já mexeu nos botõezinhos dos discos do Nirvana, PJ Harvey, Stooges, Pixies, entre vários outros) e a volta do Smack, banda paulistana que reúne Edgard Scandura (IRA!), Sandra Coutinho (Mercenárias) e Pamps. Pra fechar esta edição, o primeiro show no Rio de Janeiro da sensação indie Mallu Magalhães junto com a volta aos palcos, depois de quase 1 ano parados, do Luisa mandou um beijo.
 
 
PROGRAMAÇÃO FESTIVAL EVIDENTE
18/ março 2008 - terça feira
João Brasil (
www.joaobrasil.com.br)
Banda Leme (
www.www.myspace.com/bandaleme)
local: Cinematheque (r. voluntários da pátria, 53 - botafogo / RJ)
ingressos: R$30 / R$20 com flyer até 23h / R$15 (lista amiga)
25/março 2008 - terça feira
Shellac (eua) (
www.touchandgorecords.com)
Smack (
www.myspace.com/bandasmack)
local: Teatro Odisséia (av mem de sá, 66 - lapa / RJ)
ingressos: R$40 / R$30 com flyer até 23h / R$20 (lista amiga)
28/março 2008 - sexta feira
Luisa mandou um beijo (
www.mmrecords.com.br)
Mallu Magalhães (
www.myspace.com/mallumagalhaes )
local: Cinematheque (r. voluntários da pátria, 53 - botafogo / RJ)
ingressos: R$30 / R$20 com flyer até 23h / R$15 (lista amiga)
produção: midsummer madness - TVZero - Bloco Multimídia
apoio: MySpace Brasil - Cinemathèque / MatrizOnline - Venenosa FM - ABRAFIN
 
 
CHAMA PARA TOCAR!
 
MENINO PRODÍGIO
 
 
Raphael Piquet (Baixo), Rafael Sartini (Bateria), Rodrigo Fragoso (Voz) e Thiago Miguez (Guitarra) - Rock pesado e performance carismática de todos os integrantes. Depois de terem conquistado o campeonato nos festivais: ZeroFestival, Palco Independente e Café Etílico de Novas Banda, e de terem se apresentado em várias casas de shows, pararam 11 meses para se dedicarem à gravação do CD "Faça a Diferença" lançado em agosto do ano passado. De lá pra cá, a banda não pára. Se não está no palco, pode procurar que tem sempre um integrante da banda por aí prestigiando os shows de outras bandas. Gente de muito talento e garra!  - www.myspace.com/meninoprodigio - Contato para shows: 9138-7551
 
 
 
PROJETO DRENNA
 
 
Voz suave, às vezes rasgada, com solos de guitarra perfeitos vindos de uma "menina": Luciana Drenna, que junto com Jamaica, baixista preciso e performático, e ainda a guitarra de Rodrigo Pex e a bateria de Milton Carlos - entre seus tons e pratos esquece a timidez e senta a mão, é o Projeto Drenna providenciando um rock puro e legítimo de uma banda que "vem" de Olaria, subúrbio do RJ, e sem dúvida, ainda "vai" muito longe. http://www.myspace.com/projetodrenna - Contato para shows: (21)8285-5456
 
RAPIDINHA...
 
PIU-PIU E SUA BANDA NO GRITO ROCK RIO
Sorte, Paz e RRRock!!!
 
No sábado o Piu-Piu roubou a cena, quando subiu ao palco todo enfaixado de papel alumínio e aos poucos foi rasgando o papel para cantar de sunguinha vermelha. Entre os hits "Motoboy" e "Mijo Mineral", ouviu do público o famoso: "Bebe mijo!!!" e para o nosso horror, já que ele tinha prometido não fazer mais isso... defendeu a "urinoterapia", foi até o cantinho perto da bateria, mijou no copinho e bebeu (!!!!)... depois de tudo, pediu ao seu assistente de palco que trouxesse o kit limpeza e escovou os dentes em pleno palco, para que "suas fãs não ficassem com nojo de beijá-lo depois do show". Destaque para os 2 guitarristas da banda, que são ex-Parede Vinil, e mandaram muito bem! Contato p/ shows: thiagoparedevinil@gmail.com
 

"Grito Rock Rio - Um oásis roqueiro no carnaval carioca!" (Renato Lima - Revista Jukebox)

Jô Rocha
Carioca, Jornalista, Atriz e Produtora Executiva de Novos Talentos. Fundadora da Cinnamon Produções. Idealizadora de projetos como: Constituição do Rock, Circuito do Rock, Rock Tonelada, Tijuca Rock Clube, Lona Rock Clube e outros. Atualmente é Produtora e Assessora de Imprensa da banda de rock carioca ToaToa.
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Sorte, Paz e RRRock!!!

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